Não me queriam aqui- A crônica da rejeição

Imagem extraída da internet

SSofri a rejeição intra-uterina e daí? Isto é apenas o começo de uma vida difícil. De tentativas que não dão certo por uma vida inteira, tendo tudo pra dar certo. Ao sofrer algo assim, queremos agradar, pra sermos agradados. Quando não recebemos aquilo que queríamos, nos chateamos. Culpamos os outros, nos sentimos perseguidos e segue a lista dos desconfortos causados pela rejeição. Mas, o importante é entender o porque desta situação, vamos lá! A mulher nasce com a sublime missão da maternidade, ou quase todas, com raras exceções. Ao nascer com a missão de ser mãe, por que rejeitar ao filho no seu ventre? Se, a gente for buscar entender a circunstância de vida da mãe, quando soube da gravidez, a situação de vida em que se encontrava. Nos tempos idos, quando uma mulher engravidava e era solteira, recebia um carimbo na testa, sendo taxada pelos piores palavrões, de mãe solteira, e caía na boca do povo. Em alguns casos, era expulsa de casa. Havia o medo de encarar a sociedade. Ao sofrer estes medos todos, ela transmitia estes sentimentos ao feto. E este percebe, que não é bem quisto naquela família, que está incomodando. Que causa situações de sofrimento. O bebê, tendo uma mente frágil naquele período da gestação, não consegue assimilar toda a dimensão do que esta acontecendo. Não entende, e ao não fazê-lo, apenas capta esta parte, sofrendo a rejeição. Já na vida adulta, tenta entender, o por quê de tudo, demora a encontrar respostas. A vida não flui com naturalidade. O ideal nestas horas é buscar compreender o que ocorreu. Acredito que o espírito precisava passar por esta experiência, pra evoluir a partir dela. Agora tente entender o momento daquela mãe, quando soube estar grávida, e estava despreparada pra tal “empreendimento”. Se estando despreparada, por que permitiu uma relação sexual, sem os devidos cuidados, nesta condição? A resposta que me ocorre é que o sexo desequilibra. Quando o sangue ferve, é muito difícil segurar, a “barra”. Ainda mais difícil, quando se trata do homem. No caso de um estupro, que pode ter sido também o ocorrido. As causas são as mais variadas, cabe ao rejeitado aceitá-las. Acredito que cobranças não são úteis. A compreensão sim. A empatia, ou seja, colocar-se no lugar do outro, ou no lugar da mãe, ou até do pai, que pode ter pedido pra abortar, por não ter condições de assumi-lo. Por que tinha outra família, não ter espiritualidade desenvolvida. As causas podem ser muitas, cabe ao rejeitado, trabalhar na sua mente estas situações. Existem grupos de ajuda, espaços holísticos, casas espíritas, psicólogos, terapeutas e tantas formas de tratamento. Pode ser um grupo, que você se sinta à vontade, e parta para a sua terapia. Ao escrever esta crônica estou dando sequência à minha.
Continue respirando…